Sobre mulheres que viajam

O título Sobre mulheres que viajam soou estranho? Então, vou te contar: se não leu ou ouviu algo do tipo, ainda vai.

Não preciso consultar as incontáveis pesquisas sobre viagem e turismo para afirmar que cada vez mais as mulheres estão se lançando em viagens sozinhas, sabáticos, mochilões, etc.

Sou uma mulher que viaja

E como eu sei disso? Sou uma delas e durante as viagens que faço, nos eventos que participo sobre viajantes, percebo esse número crescente, é muito nítido.

Tanto de mulheres que aumentam as viagens além das férias quanto aquelas que fazem disso um estilo de vida.

Também consigo afirmar que na maioria são mulheres que se viram diante de um enigma, de uma inquietude que incomoda, parece chamar para algo mas a correria do dia a dia ‘atrapalham’ a concentração do entender o que o eu interior está tentando dizer, mas falta algo.

Muitas possuem carreiras de sucesso, se esforçaram horrores para chegar no ‘topo’ do acirrado mundo corporativo, viajam sempre nas férias, salários bons, casa própria e para quê? Sonho?

Algumas realizaram sonhos sim, mas de outras pessoas, um familiar que sonhava em vê-la diplomada e médica ou advogada ou qualquer outra profissão de nível superior.

Uma cultura enraizada onde de repente não querer passar horas em um escritório vestida em um terninho sendo requisitada em reuniões importantíssimas para a empresa é quase que um crime: como assim você não está feliz com essa conquista maravilhosa? Quantas pessoas não dariam tudo para estar no seu lugar? Acho que você precisa de um marido… E por ai vai.

Have an adventure.
Sobre mulheres que viajam
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O que muitas pessoas não entendem é que toda história possui dois lados, o que é visto e o que realmente acontece. Não estar satisfeita plenamente em um ambiente/profissão gera insatisfação, que gera frustração e disso para doenças psicossomáticas é um pulo.

Ruptura

É quando ocorre uma ruptura, algo parecido com um despertar e então vem um turbilhão de perguntas: é isso mesmo que eu quero pra mim? Estou vivendo ou seguindo o roteiro da vida dos outros? E se eu continuar fazendo isso, aonde chegarei? É lá que eu quero mesmo chegar?

Parar e refletir sobre é o próximo passo e é nessa hora que surgem essas dúvidas, muitas mulheres como eu chegam a conclusão que não, não é isso que queremos, não é esse caminho que vai nos deixar realizadas e completamente felizes.

E nos vemos diante daquilo que de repente nós mesmas julgávamos impossível: quero largar tudo e viajar o mundo. 

Seja da forma que for, o que antes parecia utopia agora toma uma proporção, um anseio tão forte, tão intenso e nada mais faz sentido: a vontade de sair, se jogar em algo novo como conhecer o mundo e a si mesma aflora de uma maneira surreal.

E agora?

Então nos vemos entre a cruz e a espada, largo tudo assim, do nada? Demorei tanto para conquistar… Mas sempre tem um primeiro passo, as convenções parecem perder o sentido: idade, dinheiro, status, diplomas, etc…

Dentre as inúmeras possibilidades de modalidades de viagem (troca de trabalho por hospedagem, voluntariado, ano sabático, permutas e outras) vamos nos adaptando e o sonho vai ganhando corpo e saindo do papel. Cada mulher na sua ‘jornada’, no seu ritmo, na sua escolha, no seu caminho.

Chamam de louca, chamam de outros nomes mas o que importa, o sonho é de quem mesmo?

Sobre mulheres que viajam

E nessa de sair conhecendo outras cidades, países, culturas, pessoas, culinárias e afins nos damos conta que passamos a nos conhecer melhor, a nos conectar de uma maneira diferente com nós mesmas e sabe por quê?

Porque a escolha foi nossa, a decisão foi nossa, baseada no que queremos, sem pressão de sociedade, sem pressão de familiares e/ou companheiros(as) que não entendem. Já disse e repito: é uma liberdade diferente, mais gostosa. Uma conquista a cada dia.

E há quem volte de uma experiência incrível e queria planejar a próxima. Há quem volta para a vida corporativa, há quem passa a oferecer informações a mais mulheres sobre como é, encorajando e apoiando e tudo bem! A opinião dos outros já não importa mais, importa o caminho que nós queremos para nossas vidas.

Indiquei algumas dessas mulheres neste post aqui.

O fato é: ninguém volta igual, porque partiu já com algo diferente e de alguma maneira mudou, evoluiu no decorrer e essa é a grande riqueza de viajar.

“A mente é como um paraquedas, só funciona aberto.” Albert Einstein.

Curso: Como viajar sem falar inglês?

 

 

 

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