Inverno em Santiago no Chile – o que levar

Um belo dia minha amiga agente de viagens manda uma mensagem: a cia Emirates abriu vôo promocional para temporada de Inverno em Santiago no Chile, não quer ir? E assim foi definido o destino das minhas férias em 2018 mas, em seguida vem a pergunta: o que fazer em Santiago no Chile ?

Fiquei tão empolgada com a ideia de conhecer neve que passei um final de semana inteirinho pesquisando e planejando o roteiro a fim de otimizar o tempo, detalhe, era Fevereiro e a viagem seria em Setembro.

Seria?

Por que seria? Por todas as voltas que esse mundo dá, em Julho surgiu uma oportunidade de trocar de emprego e foi irrecusável, mas eu teria que começar no mês seguinte, ou seja, não rolava começar a trabalhar na nova empresa e depois já sair para uma viagem de quase uma semana.

Infelizmente não conseguimos remarcar a passagem pois como era promocional, não tinha mais vagas! Realmente estava mais em conta devido a rota ser nova na Emirates, que é excelente.

Resultado: emprego novo, 30 dias entre demissão e início, reembolso parcial das passagens, pequena multa do hostel e custo adicional para nova passagem de última hora.

Mas que eu ia, isso ia.

Bandeira Santiago Chile
Quase todos os dias com o céu azul assim, frio congelante na sombra, quentinho no sol.

Roupas de frio para Santiago no Chile

Correria total para aprontar as coisas um mês antes e eu não tinha NADA para frio intenso como era na época em Santiago.

O que a gente faz nessas horas? Miga sua louca, me ajuda!

Um par de botas forradas e sobretudo corta-vento de uma, luvas de neve e protetores de orelhas da outra, cachecol master e meias térmicas de mais uma e assim fomos montando a mala, que também foi emprestada!

Compras realizadas: conjunto de segunda pele térmica, 2 suéteres bem grossos, um gorro e um casaco desses fofinhos mais fechado (zíper e botões).

Sobre as roupas próprias para a neve mesmo, impermeáveis e tal: se não viajar com frequência para neve é melhor alugar. Motivos:

  1. Menos custo (compra + lavagem);
  2. Menos espaço na mala (normalmente são peças volumosas);
  3. Praticidade (só devolver na loja e tchau).

A mala para o inverno em Santiago no Chile

Bagagem despachada

  • 1 mala tamanho M (emprestada);
  • 1 cachecol do Brasil (emprestado);
  • 1 par de luvas para neve (emprestado);
  • 2 pares de meias térmicas (emprestados, usei só 1);
  • 3 suéteres-usei um na ida;
  • 1 sobretudo corta-vento (emprestado);
  • 1 casaco corta-vento;
  • 1 calça de veludo (não usei);
  • 1 calça tipo bailarina;
  • 2 blusas de manga longa, mais finas;
  • 1 par de botas forradas (emprestado, usei muito);
  • 1 par de chinelo (não tomo banho sem);
  • 2 pares de meias comuns-usei uma na ida;
  • 1 protetor de ouvidos (emprestado, esqueci de levar no parque e fez falta);
  • kit de mini frascos com shampoo, condicionador, sabonete, protetor solar de rosto e higiene básica;
  • roupa íntima para todo o período;
  • tripé pequeno para celular;

Bagagem de mão

  • 1 mala de mão praticamente vazia;
  • 1 pashimina vermelha bem grossinha;
  • 1 par de luvas forradas;
  • 1 sobretudo mais social;
  • 1 conjunto blusa e calça térmicos, tipo segunda pele;
  • 1 calça jeans-usei na ida;
  • 1 tênis- usei na ida;
  • 1 gorro de lã;
  • celular, carregador;
  • kit farmacinha;
  • óculos de sol.

Usei aqueles sacos que ficam a vácuo sabe? Tem uns agora que você não precisa de aspirador nem nada, só enrolar de um lado para o outro e ele mesmo solta o ar sem perder o vácuo. Com isso sobrou espaço para trazer os vinhos, azeites e outras coisas que comprei lá.

A mala foi com menos de 20kg.

Final de tarde em Santiago no Chile
Roupa: casaco com fechamento em zíper + botões, suéter e um cachecol que comprei lá (porque eu não tinha dessa cor ainda)

O que senti falta e o que não levaria de novo para Santiago no Chile

Senti falta:

  • Adaptador para tomada que é bem diferente da do Brasil, tive que comprar lá, vale investir no universal;
  • Hidratante pele extra seca, muito frio, muito seco, voltei me coçando de tão seca que ficou minha pele. Demorou 1 semana de muito hidratante para voltar ao normal;
  • Hidratante labial com protetor, mesmo caso da pele seca, só o batom não deu conta.

Não levaria de novo:

  • Mais de duas calças, no caso a de veludo nem saiu da mala;
  • Mais de um sobretudo, pensei em usar o que cortava vento no parque Farellones e economizar no aluguel da neve mas não compensava, ia sair o mesmo preço de aluguel com ou sem casaco;
  • Mais de um par de meia térmica, usei para dormir só, a bota forrada com uma meia comum foi mais que suficiente.
  • A calça térmica virou pijama também, passei calor usando durante o dia e sim estava bem frio mas andando você se esquenta e não saí muito a noite.
Parque Farellones - Santiago no Chile
Roupa alugada que sujou durante o dia no Parque Farellones – somente a luva era ‘minha’ (emprestada)

Mala de mão vazia

Por que a mala de mão quase vazia? Porque quando vou a algum destino que eu sei que vou comprar coisas volumosas, como o caso das garrafas de vinho por exemplo, eu levo uma mala despachada e uma de mão.

Na despachada vai quase tudo e na de mão, neste caso levei: uma muda de roupas, kit farmacinha e de higiene (escova de dentes etc), a pashimina vermelha, gorro, luvas forradas, celular e carregador, documentos e parte do $.

Sai de São Paulo com 19ºC, então levei o sobretudo na mão, pashimina, gorro e luvas para quando chegar lá não sofrer tanto, e funcionou porque estava 0ºC quando desembarquei.

Quando fui montar a mala de volta o que eu fiz: coloquei boa parte das roupas na mala de mão, que não podia passar de 10kg, e 1 garrafa de vinho.

Já na mala despachada foi o restante junto os vinhos e outros objetos frágeis embalados nas próprias roupas (pode ser fralda de bebê também, que absorve impacto e líquido caso quebre).

A mala de mão foi com 9kg e a mala despachada foi com 22kg, o hostel emprestou a balança pra mim e foi essencial para distribuir os pesos.

A importância da roupa impermeável

Senti que foi um os melhores investimentos nessa viagem alugar as roupas e sapatos corretos.

Eu nunca tinha visto neve e muito menos brincado nela, não imaginava o quanto a mão pode doer mexendo na neve sem luva de tão fria que é, água né gente, então derrete.

Se a roupa e sapatos não fossem impermeáveis eu com certeza não ia curtir tanto o passeio no Parque Farellones, aliás o roteiro completo fica para o próximo post que vou linkar aqui quando ficar pronto.

Compensou absurdamente pesquisar e encontrar um lugar onde eu pudesse escolher as roupas e sapatos além de ser mais em conta, eu literalmente rolei na neve e não fiquei molhada ou com frio, o único inconveniente é ir ao toalete que não tem aquecedor e é muita roupa para lidar kkkkkk

Para ficar tranquila a neve, o ideal são 3 camadas:

  1. Térmica: a que vai ter contato com sua pele, usei o conjunto térmico de calça e blusa que são roupas próprias para se usar por baixo mesmo (tem na 25 de março e em lojas de esportes);
  2. Aquecimento: a camada que vai te manter aquecida, usei um suéter grossinho, além de ter levado um cachecol beeem grosso também;
  3. Proteção: aqui entra a roupa impermeável e corta-vento, que vai te proteger do frio congelante dos ventos e da neve, botas, calça, casaco e luvas.

E é isso que eu me lembro em relação às roupas gente, fui em 2018, final de julho para início de agosto, ainda alta temporada e com bastante neve apesar de não ter nevado aquela semana.

Nos próximos posts vou falar sobre o roteiro que fiz, passeios e hospedagem, até mais!

 

*Mais textos sobre Santiago:*

Parte 1 – Sozinha em Santiago

Parte 2 – Parque Farellones

Parte 3 – Transporte público em Santiago

Parte 4 – Cajon del Maipo e Embalse el Yeso (antes da interdição 2019)

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