Ilhabela: Como chegar, a balsa, hostel, passeios…

Sempre que falam esse nome eu já abro um sorriso, as lembranças que inundam minha mente são todas tão positivas que eu tenho vontade de voltar no mesmo instante.

Quem não visitou Ilhabela ainda sugiro que inclua na lista de locais a visitar sem sombra de dúvida. É um paraíso de praias, cachoeiras e floresta. Senta que vem textão.

Estive por duas vezes lá, Abril/2018 e Janeiro/2019 e posso dizer que ainda quero mais, vamos às apresentações:

  • É um dos únicos municípios-arquipélago do Brasil, com 14 ilhas ao todo;
  • Possui 347,5km² de belezas naturais;
  • Fica a 190km de São Paulo e 435km do Rio de Janeiro (distâncias já somadas com trajeto de 20min de balsa);
  • Pequena cidade, em torno de 32.200 habitantes, mas com uma população flutuante de 70mil.

Ida para Ilhabela

Em 2018 fui de carona em um carro, é possível ir pela rodovia Mogi-Bertioga (seguindo Rio-Santos) mas fomos por Caraguatabuba: via Dutra, Rodovia Ayrton Senna(SP 170) -> Rodovia Carvalho Pinto até São José dos Campos -> Rodovia dos Tamoios (SP 99)-> Caraguatatuba -> São Sebastião pela Rodovia Rio-Santos (BR 101) e então a balsa para a ilha.

Em 2019 fui de ônibus, saindo do Terminal Tietê em São Paulo, com a empresa Litorânea, pegamos o destino final em São Sebastião mesmo, ele faz uma parada durante a viagem e depois na rodoviária de São Sebastião e finalmente bem próximo à balsa, pertinho mesmo, uns 200m.

2018

Na primeira ida, como éramos um grupo grande, foi alugado uma casa de temporada, magnífica, ainda não superei aquela casa mas, como ela era enorme, piscina, hidro e blablabá além de ser uma despedida, curtimos muito mais lá do que fora.

Passeio terra / mar

Fizemos só um passeio (terra/mar) que foi o dia todo e valeu muito, o jipe foi nos buscar em casa (isso mesmo na porta), fomos até a agência pagar a segunda parte (tivemos que dar um sinal antes via depósito) e então seguimos para o Parque Estadual de Ilhabela, com mata preservada e cachoeiras que pudemos entrar, uma trilha pequena e segura, mas é indicado ir com calçado fechado.

O jipe vai parando onde tem pequenas quedas de água e um mirante mara para aquelas fotos e apreciação da vista, parada também para a foto do grupo 🙂

O passeio de terra termina em uma das praias mais queridas da ilha que é Castelhanos. Há uma estrutura para receber turistas como quiosques e mesas, ali fomos orientados sobre o horário e local em que o flex-boat partiria mais tarde, eu não sabia na época, mas a Cachoeira do Gato “fica” nessa praia, tem uma ponte suspensa que faz o caminho até lá.

Assim que deu nosso horário subimos no flex-boat rumo à terceira parte do passeio que era o mar e retorno, tivemos paradas na Praia Saco do Eustáquio e depois na Praia da Fome, em ambas foi possível nadar e curtir o local por uns 15-20min, foi incrível porque eu nunca tinha nadado em “alto mar” e o flex-boat para em local que não dá pé para poder mergulhar, é a melhor memória que eu tenho de verdade, uma água morna, calma, com uma cor maravilhosa, eu amei cada parte desse passeio.

Como nem todos os passeios param nessa praia, ela é uma ótima pedida para mergulho e descanso.

Retornamos para a região onde estávamos, tudo via mar, para encontrarmos o jipe novamente e então casa.

Curiosidade

Aqui uma curiosidade, a Praia da Fome tem esse nome devido uma história que ao chegarem das longas viagens de tráfico, os escravos eram alimentados ali, a fim de terem seu peso aumentado para valorizar na venda, inclusive a casa que era senzala existe até hoje, mas é propriedade particular portanto não é possível a visitação.

2019

Já em Janeiro/2019, eu e mais uma amiga fomos de ônibus e o intuito, além de comemorar o aniversário dela, curtir tudo no estilo BBB = Bom, Bonito e Barato. Fomos em 25/01 com retorno em 27/01. Sim, correria, mas era feriado em SP e não tivemos dúvida.

Chegada com chuva

Justamente por ser feriado, quase ficamos sem ônibus, pegamos os últimos lugares em um ônibus extra (!) para ida e na volta. Por sorte não pegamos tanto trânsito e chegamos até antes do previsto, o único porém é que estava caindo o mundo, chovia tanto que até o local de espera da balsa para pedestres estava alagado, pessoa em cima dos bancos e São Sebastião declarando estado de emergência, até algumas roupas que estavam na mala molharam.

Mas já tínhamos ciencia que essa viagem ia ser de aventuras, para quem estava esperando o ônibus em uma plataforma errada, correu pela rodoviária inteira (estávamos na 4 e o embarque era na 45), um dilúvio fazia parte. Dica: olhem a plataforma de embarque da cidade onde estão.

Chegamos por volta das 11h mas a chuva só deu uma trégua era 17h, momento que fomos andar e procurar um lugar para sentar e apreciar pôr do sol.

Hospedagem

Nessa hora já percebo que poderia ter ficado em outra localização, ficamos no Hostel Casa Rosada bem pertinho da balsa e de comércio, restaurantes etc, mas o point mesmo com bares, centro histórico, praias mais próximas é em Vila e região, visto o feriado ter sido só em SP, muitos hostels já estavam esgotados, não que o local não seja bom, o Hostel era muito bom, camas de madeira maciça, silencioso, mas perdemos tempo com a locomoção durante a noite para ir nos barzinhos.

Explico: Ilhabela não tem uber, tivemos sorte em pegar um e, conversando com o motorista ele disse ser da região do ABC e ativou o aplicativo por curiosidade, era a 2ª corrida dele aquela noite, também é comum por lá as caronas (e pra quem vem da capital isso soa estranho, mas funciona) e fazia um mês que chegaram as yellow bikes. O último ônibus sai à 1h35, depois só às 6h35, se estivéssemos hospedadas mais perto, não teria custo uber (11,30) e ônibus (4,00 cada) em duas noites nossas, tudo bem que na noite sexta rolou a tal carona (alívio).

O que fazer à noite

Na sexta curtimos o Quiosque do Pelicano, indico e muito, com essa vista imperdível do pôr do sol e à noite fomos na baladinha Estaleiro, foi R$30,00 para entrar e cervejas a partir de R$15,00 a garrafa. Animado e bem de boa, ficamos felizes em ir de havaianas, tinha muita gente com elas também, já amei a vida noturna da ilha por isso, uma amiga nossa mora lá então ela foi com a gente e na volta conseguimos uma carona com amigo dela enquanto esperávamos um táxi.

Cachoeira do Paquetá

No sábado cedinho fomos para o ponto de ônibus rumo ao sul da ilha, a ideia era parar na praia da Feiticeira e subir até a Cachoeira do Paquetá.

Como chegar à Cachoeira do Paquetá

Mudamos os planos, mais uma vez nossa amiga indicou o local mais próximo para descer e pá, estávamos na cara do gol. Descemos uma parada antes da praia do Curral.

Dali é só atravessar a avenida e subir a rua de paralelepípedos, sempre se mantendo à direita, sobe toda vida e já vai ver um “estacionamento” e depois mais pra cima outro, já em meio as árvores, trocamos nossos chinelos por sapatilhas para trekking e um banho de repelente, gente, Ilhabela é conhecida também pelos ‘borrachudos’ que picam e deixam uma coceira absurda, eles ficam em águas limpas ou seja, cachoeira é onde eles mais se concentram além das praias, o melhor repelente é com base em Icaridina, fica a dica.

A aventura – trilha e escalada

A trilha para a primeira queda é até tranquila, como havia chovido muito, tinha barro e folhas espalhadas, a sapatilha quebrou galhão. A piscina na primeira queda tem maior parte funda, dando pé só próximo das bordas e uma água estupidamente gelada, boa para lavar a alma mesmo.

Aquela pose blogueirinha

Seguindo à direita, subimos por uma trilha mais difícil, tinha vez que ficava bem estreita ou então por insegurança colocávamos a mão no chão também, subindo literalmente de 4, chegamos em uma pedra enorme e à esquerda uma chance de ir em direção à água, dito e feito: segunda queda. Maravilhosa, mas sem piscina, mais fotos e mais repelente.

Aproveitando o lado direito dessa queda, uma rocha gigantesca por onde a água descia, dava para subir no lado que estava seco e assim chegamos na terceira parte, o nosso objetivo.

Visual incrível

As fotos falam por si, ao final veio uma sensação de sucesso, gratidão, orgulho, não sei descrever bem, mas foi extraordinário.

2ª queda da Cachoeira do Paquetá
O presente final: piscina sem borda da Cachoeira do Paquetá

Depois de aproveitar a vista, água, comer, sessão de fotos, repelente, descemos tudo de novo e enfim fomos em direção à Praia do Curral, do ladinho do DPYN hotel, almoçamos por lá e descansamos (leia-se cochilo), a água, lógico, bem morna e calma. Mais um ônibus e voltamos para o hostel.

À noite fomos à Vila de novo, mas ficamos em um barzinho/quiosque com música ao vivo e estava bombando de gente só que dessa vez voltamos de ônibus com direito a um city tour noturno (ironia), sério, ele anda muito, percorre muitos bairros até que chegamos onde estávamos hospedadas.

Volta de Ilhabela

Como nosso retorno era 15h de domingo, corremos para próximo do quiosque Pelicano onde havia algumas atividades de verão, tipo aula de zumba, aproveitamos o sol, depois almoçamos e bye bye Ilhabela, rumo a balsa.

O ônibus passa na parada da Balsa primeiro, então, como o horário de partida da rodoviária era 15h, ele passou 14h45 lá, fomos para a balsa às 14h. Havia tanto balsa quanto catamarã como opções para a travessia, ambos gratuitos para pedestres e ciclistas, na volta sim tivemos atrasos devido ao trânsito, mas faria tudinho de novo pois sei que, tem muitas praias e cachoeira por lá que são tão lindas como as que visitamos e de verdade, é um paraíso aquele lugar!

Pôr-do-sol incrível em Ilhabela – SP

Detalhe: em nenhuma foto foi utilizado filtro, todas foram tiradas com câmera de celular.

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