Um final de semana nas cavernas em Petar – SP

É possível passar um final de semana em Petar – SP ?

Simmm! E conto aqui como.

Era semana do meu aniversário e não queria comemorar em um bar, mas também não dava para viajar longe… Eis que surge um post patrocinado de uma excursão para as cavernas no Petar, durante um final de semana, saindo exatamente no dia do meu aniversário.

Eu fui? Sim ou com certeza?

PETAR

PETAR significa Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira e é uma unidade de conservação que abrange grande parte da Mata Atlântica, contando com quase 400 cavernas! Além de ser um patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Foi criado em 1958 abrange cerca de 35 mil hectares, ou seja, é enorme.

O parque fica quase na divisa de São Paulo com Paraná, mais a frente da Caverna do Diabo, onde fica, cerca de 320 km de São Paulo.

Como Chegar Petar
Rota saindo de SP para entrada do Petar através da Rod. Régis Bittencourt

O Roteiro

Partimos de São Paulo, capital, às 23h00 com uma van super confortável, total de 15 turistas, 1 guia e 1 motorista. Chegamos às 6h30 na hospedagem, que no caso foi a Hospedagem da Diva.

O passeio do primeiro dia ia começar às 8h00, então dava tempo pra se trocar, café da manhã e um cochilinho breve kkkk

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Compartilho abaixo o roteiro recebido através do guia:

12/04 – Sexta (meu aniver)

23h00 – Encontro no Portão 8 do Memorial da América Latina ( saída: 23h30 ) – Saímos antes pois o grupo foi super pontual.

13/04 – Sábado

07:00 – Café da manhã

08h00 – Caverna Santana, Caverna do Morro Preto, Cachoeira do Couto e Caverna do Couto

18h00 – chegada do Parque

19h30 – Jantar (incluso)

Rolou barzinho no Glamping Mangarito, quase em frente à pousada.

14/04 – Domingo

06h45 – Café da manhã (incluso)

07h30 – Caverna do Alambari de Baixo, Museu de Cultura Tradicional, Trilha da Figueira e Caverna do Ouro Grosso.

13h30 – Almoço

15h30 – Retorno para São Paulo

21h30 – Previsão de chegada

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Onde ficar

Normalmente a cidade utilizada como base é Iporanga, e foi lá que nos hospedamos.

Na Pousada da Diva, o grupo foi distribuído em quartos coletivos e privativos conforme pré reservado.

Sobre a localização: ótima! Bem próximo da entrada do Núcleo que íamos visitar, com restaurante, lojinha e sede dos guias locais próximos.

A refeição bem boa, tudo caseiro e self service, variedade e tudo fresquinho, é possível comprar bebidas lá mesmo. No refeitório mesas gigantes acomodam todo o grupo, além do nosso, havia mais um grupo grande por lá.

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O que fazer no Petar

Cavernas e mais cavernas né? Além de cachoeiras dentro e fora da caverna, isso mesmo, existe uma cachoeira indoor!!

Para nossa surpresa iríamos na carroceria de um caminhão, a subida é boa viu, como íamos andar bastante, o dia todo, fomos poupados da subida.

Pelo roteiro já deu para ter uma ideia de que o final de semana seria aproveitado até o último minuto, e foi.

O parque possui algumas regras de conservação e isso inclui: horários de visitas, limite de pessoas por grupo e taxa de R$ 15,00 para entrada, valendo para o dia da visita por pessoa. Também é obrigatório a cia de um guia local credenciado, que no caso foi o maravilhoso do Ditinho.

Antes de entrarmos de fato em alguma caverna, recebemos uma aula da história local através da voz do guia Ditinho, que está no local desde que o Parque era um local de extração de minérios.

Ai está mais uma importância de se ter um guia local, a pessoa viveu tudo aquilo que ela contou, deu instruções sobre as trilhas e cavernas, tirou dúvidas, contou histórias e curiosidades. Um ótimo início.

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Núcleo Santana: Caverna Santana, Caverna do Morro Preto, Cachoeira do Couto e Caverna do Couto

Sim, fizemos todas essas em um dia! No sábado.

Aposto que faríamos mais se não tivesse hora para fechar, que no caso é às 17h00.

Recebemos as instruções prévias para levar lanche e água pois seria o dia todo entrando e sando de caverna, com uma pausa para o descanso e comida, claro.

Foram trilhas de nível fácil para médio, nada que exigisse muito sendo bem sincera. O próprio guia informou que grupos de melhor idade também fazem esse circuito.

As cavernas com suas estruturas magníficas, uma beleza que nem sei explicar direito, só vendo mesmo.

Além disso tudo, paramos na Cachoeira do Couto, água gelada? Sim. Pulei? Com certeza.

Cada lugar com sua beleza e sua história, só aguçando para conhecer mais.

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A noite no Petar

Final de tarde voltamos para a pousada, banho, jantar e: descanso? Nada disso!

Quase em frente á Pousada da Diva, tem o Glamping Mangarito que além de também ser hospedagem, tem um bar/restaurante bem charmoso e que conversa com a natureza local. Abre ao público geral a partir das 19h e aproveitamos para comemorar meu aniversário por lá.

Isso não é publi não tá gente, eu realmente gostei de lá e com certeza me hospedaria neste lugar porque é um charme só! Além do atendimento atencioso.

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Núcleo Ouro Grosso: Trilha da Figueira, Caverna do Alambari de Baixo, Caverna do Ouro Grosso e Museu de Cultura Tradicional

Já no domingo, teríamos só meio período contudo, Caverna do Alambari de Baixo e Caverna do Ouro Grosso eram os lugares mais esperados (pelo menos por mim).

Explico: o rio ainda passa por dentro da caverna do Alambari de Baixo e para atravessá-la, a água fica na altura do pescoço, já na Caverna do Ouro Grosso é onde se encontra a cachoeira.

Desta vez fomo a pé todo o caminho e na volta a van nos esperava para retorno à pousada, almoço e caminho de volta.

A caminhada mais uma vez tranquila. Utilizando a Trilha da Figueira formos à Caverna, acompanhados por dois cães da vila que passamos, praticamente guias locais.

Chama Trilha da Figueira porque você tem que passar POR DENTRO de uma figueira enorme!

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Normas de visitação do PETAR.

  • O guia profissional e licenciado é obrigatório em todos os núcleos, e cada guia pode levar um grupo de no máximo 8 pessoas.
  • Há um intervalo de 20 a 30 minutos entre a entrada de um grupo e outro.
  • Todos os visitantes devem, obrigatoriamente, estar com uma lanterna, calça, sapato fechado e camiseta de manga curta ou comprida. Regatas não são permitidas.
  • Todos os visitantes e guias devem preencher uma ficha de visitação, na portaria de cada núcleo.
  • Em todos os núcleos, paga-se entrada, que custa em torno de 15 reais (somente em dinheiro). Valor em julho de 2018.
  • Importante saber: as cavernas e demais atrativos possuem limite de pessoas por dia / capacidade de carga. Esteja ciente que deverá respeitar o limite de pessoas em cada um desses atrativos.

Dicas

  • Prefira levar calças compridas e de tecido leve/de ginástica: tem mosquitos
  • Repelente sempre!
  • Se tiver mochila estanque (à prova d’agua) leve porque vai fazer falta
  • Pergunte antes ao guia se estão vendendo, deixaram pra oferecer na saída só…
  • É obrigatório uso de capacete de 3 pontos fixação e lanterna, se tiver leve, senão é possível alugar por lá
  • Esquece sinal de telefone e internet, a conexão é com a natureza
  • Pra isso, leve dinheiro em espécie, dificilmente terá sinal para as máquinas de cartão
  • Fui com uma sapatilha aquática e fez toda a diferença, senão, leve 2 tênis, vai molhar!
  • Toalha e roupas de secagem rápida são bem melhores para as caminhadas/banhos de cachoeira/rio
  • Senti falta de levar protetor de celular para água ou máquina a prova d’agua
  • As fotos também ficaram melhores quando TODOS do grupo viravam a lanterna para o ponto da foto, não dava para pedir sempre né.. então se tiver uma lanterna potente e fácil de carregar, leve-a.
  • O PETAR está no Passaporte de Trilhas de SP, se não tiver um pra levar, peça na portaria do Parque, é gratuito.

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